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Painel Orbi #04 – Tendências de consumo para 2020

Tendências de consumo | Painel Orbi

As tendências surgem e se transformam com o passar do tempo. Isso ocorre conforme as gerações, comportamentos, culturas e demais fatores que envolvem as mudanças do mundo contemporâneo. As tendências de consumo e de marcas também caminham nessa perspectiva e trazem diversas possibilidades de caminhos e responsabilidades para os negócios. Por isso, o Painel Orbi dessa vez vai abordar as cinco tendências principais elencadas para 2020. Bora conhecer? Confere nosso conteúdo!

Conheça a pesquisa e a tendência PRESSÃO VERDE

Todo ano a TrendWatching lança um relatório de tendências de consumo de marcas poderosas para o próximo ano. A pesquisa destaca cinco principais tendências, que são consideradas promessas. Além disso, enxergam esses indícios pesquisados como oportunidades para as marcas, principalmente em relação às suas responsabilidades perante os consumidores e a sociedade. 

A primeira tendência elencada pela empresa, é a PRESSÃO VERDE. Não é novidade que o consumo consciente e as pautas ambientais tem crescido. Porém, o relatório traz uma novidade: a jornada do consumo ecológico (eco-consumo) tem se modificado. Por que? Pois as alternativas ecológicas se disseminam cada vez mais, ou seja, vão do sofisticado e raro ao acessível e difundido. Como essas alternativas estão se disseminando mais e se tornando populares, não são mais moedas de status tão emocionantes e, pela disponibilidade, não tem motivo para não escolhê-las. Assim, “o consumo ecológico se torna menos sobre o status de entrada e mais sobre a vergonha de sair”. Apesar de cada vez mais pessoas procurarem essas ações, a evolução da GREEN PRESSURE (pressão verde) tende a ser complexa e de longa duração.

Iniciativas de marcas

Um exemplo disso, é a fintech Doconomy da Suécia, que lançou em 2019, juntamente com o Mastercard, um cartão de crédito ecológico. A iniciativa permite aos usuários rastrearem e limitarem sua emissão de CO2, pois controla os consumo desse poluente através das compras feitas pelo usuário. Assim, ao atingir o seu limite pessoal de emissão de CO2, o cartão bloqueia as suas compras. Nesse sentido, a responsabilidade das marcas consiste em ajudar a aliviar a eco-vergonha dos consumidores ao se envolverem com elas. Justamente, uma das possibilidades é criar ferramentas que auxiliem os clientes a controlar seu próprio impacto. Também, é importante perceber que não é possível acabar com o consumismo prejudicial da noite para o dia. Porém, é fundamental demonstrar indícios claros e transparentes que sua marca está criando iniciativas em direção à mudança. 

AVATARES DE MARCA: participação, relações e imersão

Os meios digitais continuam a se multiplicar e fazem surgir novas expectativas na relação de conversa democratizada entre marcas e seus consumidores. Nesse contexto, clientes estão prestando mais atenção em marcas que incorporam e buscam se relacionar por meio de novos personagens e avatares virtuais. Inclusive, as pessoas já estão se acostumando mais com relacionamentos significativos a partir da inteligência artificial. Ou seja, indo além de seguir e se relacionar com influenciadores digitais, por exemplo. Dessa forma, as relações englobam bem-estar, criatividade, conexão profunda e até companhia.

Sendo assim, os avatares virtuais estão habitando os meios digitais de forma mais imersivas, ricas e humanas, sobretudo pela busca de participação dos consumidores. A SK-II (empresa japonesa de cuidados com a pele) anunciou que criou em junho de 2019 a YUMI: um avatar embaixador, que será um dos principais pontos de contato da marca. Esse foi construído com inteligência artificial e para agir de forma autônoma (sem controle humano). Dessa maneira, dar respostas calorosas aos clientes, dando conselhos reais sobre os produtos da marca. Nesse panorama, percebemos as tendências de consumo e de marcas no surgimento de negócios democratizados e participativos. Contudo, os consumidores responderão as marcas que se encontram nos meios digitais que eles estão e vivem. Além disso, resolve problemas, oferecendo informações relevantes e uma dose de diversão.

DESIGN METAFÓRICO: personalização e relevância

Por outro lado, em vista dos serviços digitais e da evolução constante dos espaços físicos inteligentes, os consumidores são estimulados e se acostumaram com a ultraconveniência de tudo ser visto como um serviço. Logo, vão esperar cada vez mais relevância como serviço. Ou seja, serviços e experiências personalizados que se adaptam às suas necessidades como usuários. Por isso, as expectativas em torno da personalização responsiva só aumentam. Como os indivíduos estão em estado de fluxo e mudança permanente, pedem adaptação e ajustes constantes, pois não há um produto, serviço ou solução perfeita para todos. 

A marca japonesa Shiseido anunciou em julho de 2019 o lançamento do Optune, um novo serviço de cuidados com a pele, o qual se adapta diariamente ao consumidor. A partir de uma selfie diária enviada pelo usuário em um aplicativo, um algoritmo analisa sua face conforme fatores ambientais. Então, as informações são enviadas para um aparelho que faz as misturas necessárias para criar um creme personalizado de acordo com a pele do cliente. Diante disso, percebemos que em um mundo metafórico, consumidores esperam a fusão de conveniência e personalização: não apenas o que você oferta, mas a relevância desse serviço. Quer conferir mais tendências de consumo e de marcas? Então, continue a acompanhar nosso conteúdo.

Tendências de consumo e de marcas: O BURNOUT

A quarta tendência, refere-se ao burnout, síndrome que leva ao esgotamento físico e mental intenso. Inclusive, foi considerado, em 2019, pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno de saúde ocupacional. As pessoas estão “queimando” suas reservas mentais e físicas, devido à pressão constante de estar sempre ligado, tanto no âmbito pessoal, como profissional. Por isso, percebemos o foco crescente no bem-estar, contra esse estilo de vida demasiado ativo. Assim, os consumidores têm buscado marcas para ajudá-las a lutar contra essa situação extrema e prejudicial.

Nesse contexto, algumas empresas têm lançado ferramentas para que os consumidores possam gerenciar o burnout. A marca Thriva de saúde doméstica, com sede no Reino Unido, ofertou um Teste de Estresse que, por meio da saliva, mede os níveis de cortisol. Sendo assim, a responsabilidade das marcas caminha no sentido de auxiliar no esgotamento que as pessoas estão passando. Assim como, fazer mudanças significativas na sua cultura interna, para aliviar o estresse do seus funcionários, priorizando sua saúde. A cultura interna é cada vez mais uma parte importante da sua marca. Atua de forma fundamental para construir um posicionamento transparente, diálogos efetivos e uma comunicação que mostre para o mundo o que sua marca representa.

MÍDIA CIVIL e comunidades online

As mídias sociais têm sido em diversos momentos ambientes tóxicos, em relação à saúde mental, como demonstrado em pesquisas e afirmações de usuários que relatam a sensação de mal estar, sintomas de ansiedade, entre outros. Por isso, os consumidores vão buscar antídotos em comunidades online e plataformas de mídia social, por meio de espaços digitais menores e mais íntimos. Dessa maneira, o propósito das pessoas é buscar conexões respeitosas e significativas com outros que pensam da mesma forma e que permitam que cada um possa ser o que quiser.

A partir disso, a marca de refrigerantes Sprite lançou em outubro de 2019 a campanha You Are Not Alone na América Latina. Ao fazer parceria com o Google, a marca identificou questões de interesse dos jovens e abriu fóruns no Reddit para que pudessem se conectar e discutir os assuntos com outras pessoas. Cada fórum foi conduzido por um influenciador que tinha experiência no assunto e ajudou nas discussões, como por exemplo se assumir transgênero. 

Como marca, é necessário se comprometer com um espaço social construtivo e com uma missão a longo prazo, criando novas comunidades e fomentando conexões verdadeiras, relevantes e que deem apoio. Além de pensar em grupos de interesse, tribos e coletivos (que podem enxergar sua marca como um ponto de encontro confiável). É importante também se atentar aos grupos marginalizados e esquecidos nas mídias sociais. É preciso pensar e repensar em comunidades que realmente fortaleçam laços verdadeiros e seguros. Assim como, que sejam ambientes onde as pessoas possam se reconhecer enquanto sujeitos, assumindo suas diversas identidades.

Tendências de consumo | Painel Orbi

Pertencimento, relacionamento e reflexões: tendências de consumo e de marcas

As tendências apresentadas abordam informações para que as marcas possam aplicar essas ideias e caminhos, a fim de fomentar inovações relevantes e que encantem os seus públicos. Já passamos da metade do ano de 2020 e muitas dessas tendências começam a aparecer, não apenas em grandes marcas, mas em iniciativas de médios e pequenos negócios. Mesmo que de forma tímida, essas ações não invalidam as novas propostas e questionamentos que estamos assumindo em relação às marcas.

Percebemos que palavras como pertencimento, relacionamento, conexões e personalização já vem permeando as discussões para posicionamento de marcas. Porém, ainda temos um caminho longo, sobretudo quando observamos ações e práticas, que continuam a tangenciar esses assuntos, sem uma mudança efetiva e transparente.

Tendências de consumo | Painel Orbi

As tendências de consumo e de marcas nos auxiliam com propostas e novidades no momento de criarmos produtos/serviços e, claro, vínculos e conexões verdadeiras. É importante lembrar que essas são apenas algumas tendências e que podem se modificar conforme os consumidores e suas peculiaridades, negócio e propósito, cultura, região e assim por diante. O fundamental é ter a capacidade de compreender esses caminhos e adaptá-los à sua realidade. 

Seja responsável!

Ademais, compreendemos que as marcas são cada vez mais discutidas e cobradas enquanto ativos importantes para as organizações e para sociedade. Isso no sentido de poderem promover mudanças efetivas e transformadoras, não apenas pelo viés econômico, mas social, cultural, ambiental e humano. À vista disso, destacamos o movimento human brands (marcas humanas, em português) que se propõe a caminhar nesse viés de imersão, conexão e pertencimento.

Você já tinha se dado conta dessas mudanças que vêm ocorrendo no universo das marcas e dos consumidores? As tendências de consumo e de marcas são uma área em ascensão e possibilitam o entendimento do atual cenário. Além disso, demonstram que é necessário repensarmos nossas ações e práticas enquanto marcas, em especial as ditas humanizadas. Se tiver interesse em aprender mais desse universo, pode acessar nosso conteúdo sobre marcas que se conectam. Por hoje era isso, até o próximo Painel Orbi!

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