Leituras

O que Michelle Obama nos ensinou sobre propósito de vida

Michelle Obama | Orbi Comunicação

O livro Minha História (originalmente Becoming) de Michelle Obama alcançou mais de dez milhões de cópias vendidas.  Reconhecida por sua história inspiradora e cheia de significado, em sua obra podemos compreender a sua trajetória de vida e sentir sua transformação e empoderamento através de suas memórias, momentos e reflexões até o momento em que deixa a Casa Branca.

Particularmente, sempre admiramos muito a Michelle. Porém, ao ler sua obra entendemos a magnitude da sua representatividade, não somente como mulher mas como negra e, ainda mais, no campo político e social. Por isso, no texto de hoje vamos citar alguns dos maiores aprendizados que tivemos por meio dessa leitura tão significativa e emocionante. Vamos lá?

Nunca esqueça sua essência e suas raízes

Durante a narrativa, Michelle nos introduz a sua história e sempre menciona suas origens, trajetória familiar e como é ser uma mulher negra de um bairro pobre. Esse constante retorno às origens nos faz perceber a importância de nos mantermos coerentes aos nossos valores e filosofia de vida.

Sabemos que cada indivíduo possui suas próprias expectativas, necessidades e peculiaridades. Mas, é inegável que a família representa um elemento basilar na constituição de quem somos. Seja para algo positivo ou negativo. Cada pessoa precisa compreender seus privilégios, limitações e sonhos. Ademais, Michelle nos propõe um olhar sensível em relação às situações, traumas e metas que ela tinha desde sua infância. Você lembra da sua? Recorda dos seus piores medos e maiores alegrias? O que te fazia feliz? Como isso impacta no seu eu de agora?

O impacto da família na vida de Michelle Obama

Ainda, não poderíamos deixar de mencionar sobre o pai de Michelle. Fraser C. Robinson III. Amor pela família, determinação, luta diária e nunca deixar o alto astral de lado: é assim que ela nos permite a leitura dele. No qual ela destaca: “ meu pai trabalhou por mais de vinte anos na prefeitura de Chicago, cuidando das caldeiras numa estação de tratamento de água na margem do lago. Mesmo depois que a esclerose múltipla passou a aumentar cada vez mais suas dificuldades para andar, ele nunca faltou um dia sequer no trabalho”. E mesmo perdendo a presença física de seu pai ainda nova, Michelle recorda todos os momentos bons ao lado dele. Afinal, o que importa é isso e todos os aprendizados e amor construídos!

Também, compreendemos que ela herdou algo muito significativo de seu pai: o prazer de sentir a vida da sua própria maneira. O Buick Electra 225, mais conhecido como “Dois e Vinte e Cinco”, era sinônimo de orgulho e fonte de diversas lembranças em família. O carro favorito de Fraser era uma verdadeira paixão e proporcionava férias, viagens e passeios para reunir Michelle, sua mãe, seu pai e seu irmão. 

Michelle Obama e o processo de sentir a vida

Michelle também nos conta sobre sua trajetória escolar e acadêmica, dando ênfase ao acontecimento de soletrar cores. Em seus primeiros anos do colégio, ela afirma que os alunos (ditos) mais inteligentes acabavam ganhando destaque e, claro, era uma de suas ambições naquele momento. Assim, a professora chamava um a um para soletrar cores e, com apenas cinco anos, Michelle errou a resposta de um exercício de soletrar cores no Jardim de Infância. A partir disso, ser bem sucedida e ter aprovação dos outros se tornou a sua principal meta.

Para além de notas maravilhosas, Michelle almejou e conseguiu entrar em faculdades renomadas: seguindo os passos de seu irmão, ingressou em Princeton e seguiu os estudos na Escola de direito de Harvard. Também, atuou em escritórios de advocacia, sempre ganhando destaque e reconhecimento. Entretanto, em determinado momento, se viu repensando suas escolhas. 

Entenda que viver vai muito além de planejamentos

A urgência e o perfeccionismo a fizeram pensar demais no resultado final. O seu olhar no futuro era constante e frenético. Dessa forma, percebeu que estava esquecendo de amar o processo. A conclusão era mais instigante e urgente do que curtir os momentos durante sua caminhada. Logo, floresceu a vontade de atuar em questões sociais e entregar mais para sociedade. 

Mais uma vez, Michelle foi em busca do que queria e se propôs ao recolocamento no mercado de trabalho. Encontrou pessoas que ofereceram diferentes tipos de ajuda, apresentando outros profissionais, oferecendo oportunidades, enviando currículos. Então, recebeu uma proposta no setor público no governo da cidade de Chicago como assistente do prefeito e como assistente comissária de planejamento e desenvolvimento. Já em 1993, se tornou Diretora Executiva na agência de Chicago de Alianças Públicas, uma organização sem fins lucrativos. Nessa posição, Michelle atuou incentivando os jovens em questões sociais, grupos sem fins lucrativos e agências governamentais.

ATLANTA, GEORGIA – MAY 11: Former First Lady Michelle Obama attends ‘Becoming: An Intimate Conversation with Michelle Obama’ at State Farm Arena on May 11, 2019 in Atlanta, Georgia. (Photo by Paras Griffin/Getty Images)

A forma como você se vê faz toda diferença

Conforme já mencionamos, em determinado momento da sua vida adulta, Michelle repensou o seu trabalho e o que gostaria de entregar ao mundo. Ou seja, momento de encontrar e repensar o seu propósito de vida. Assim, ela foi atrás de pessoas, vagas e instituições. Posteriormente, como mãe que trabalhava fora em tempo integral, percebia-se ausente e descobriu “o malabarismo feito por muitas mulheres – tentando encontrar o equilíbrio entre as necessidades da família e as exigências do trabalho”. Por sua vez, o cenário tornou-se ainda mais delicado quando Barack Obama envolveu-se de vez na política.

Inicialmente, Michelle ficou receosa com a exposição e o que poderia vir pela frente. Em diversos momentos, ela relata a luta negra americana e os desafios políticos nesse cenário. Todavia, se envolveu nas campanhas para presidência de Barack e participou de eventos, convenções e palestras. Em certa ocasião, sentiu o peso das críticas, que a pintavam como “negra raivosa” em vista da sua veemência e história de vida e luta.

“Se há uma coisa que aprendi na vida é o poder de usar a própria voz”, destaca Michelle. Assim, resolveu reorganizar seus discursos, sua postura, continuar transmitindo e trazendo à luz os desafios, histórias pessoais e de diversas pessoas. Visto que decidiu não se afastar do seu posicionamento e de como queria ser vista e lembrada como primeira dama. Também, reforçou ao longo da sua narrativa a importância de como nos vemos. Afinal, as críticas e matérias sensacionalistas sobre suas falas não mencionaram ou conheciam profundamente quem era Michelle Obama.

Dores e empatia sob o olhar sensível de Michelle Obama

Michelle e Barack ganharam fãs por todo o mundo. Os dois são vistos como meta de relacionamento, sem contar que ambos são admirados por inúmeras pessoas. E, por isso mesmo, ela faz questão de contar as dificuldades que teve em engravidar e para conciliar a vida pública e política com os momentos em família e, sobretudo, na relação a dois. Além de tudo isso, Michelle compartilha que buscou terapia de casal com Barack.

Em outro aspecto, ela conta a história de sua amiga diagnosticada com câncer ainda jovem e que acaba falecendo. Michelle Obama teve figuras femininas muito marcantes em sua trajetória. Sua mãe e tia-avó exercem forte influência em sua formação e valores. Suas amizades do colégio e faculdade ajudam a perceber traços da sua personalidade. E, por fim, o grupo de mães mostra como encarar a rotina do dia a dia com leveza e seriedade, sendo mãe e trabalhando fora.

Afinal, todo mundo é vulnerável e está tudo bem!

Assim, ao lermos os seus relatos e sentimentos, entendemos que todo mundo precisa de ajuda e buscar por apoio é algo normal. Isso vale para uma ajuda profissional, bem como para um grupo de amigos. Somado a isso, ela nos faz lembrar a importância do diálogo e, de que mesmo em uma relação amorosa, familiar ou de amizade, precisamos da nossa liberdade. Seja de escolhas, como de gostos. No caso de seu relacionamento amoroso, nenhum dos dois abre mão de seus ideais, porém buscam a harmonia e parceria no meio disso tudo.

Michelle nos inspirou a olhar a vida com mais calma, profundidade e, essencialmente, sensibilidade. Nos mostrou a importância de nos atentarmos às origens e valores, que nos acompanham desde o início. Além disso, de sentir a vida e nos permitir um pouquinho mais. E claro, reforçou a importância da luta de cada pessoa, principalmente, no seu caso como mulher negra americana. Por isso, essa leitura foi super especial para nós e esperamos que esse texto tenha sido para você também!

Obrigada por nos acompanhar e dividir o seu momento de leitura conosco (e também com Michelle Obama)! E se quiser continuar por aqui, que tal descobrir um pouquinho mais sobre slow content e como podemos desenvolver o slow living em nossa rotina? Se preferir, também estamos compartilhando conteúdos e aprendizados em nosso Instagram! Nos vemos online e até breve. 🙂

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