Marcas fortesOrbi ComunicaçãoOrganizaçõesRelacionamentos

Gestão de relacionamentos: nossos aprendizados

Gestão de relacionamentos - Orbi

Nós somos super fãs de relacionamentos. De fato, acreditamos no poder da construção e manutenção de vínculos para posicionar e tornar reconhecida a sua marca, o seu projeto e você mesmo! Porém, a gestão de relacionamentos não é nada fácil e envolve muita sensibilidade, adaptabilidade e compreensão de públicos. 

E para quem (ainda) não sabe, as sócias da Orbi, Andressa e Glória, são bacharéis em Relações Públicas. Ou seja, vivemos e aprendemos todos os dias sobre a complexidade das relações, organizações e públicos. Assim, esse conteúdo aborda alguns dos nossos maiores aprendizados enquanto profissionais e gestoras de comunicação. Se você gosta e/ou atua com esse campo, continua a leitura e, no final, nos conta as suas dificuldades e descobertas. Vamos lá!

​Responsabilidade com os públicos

Para iniciar as nossas discussões, trazemos a autora Dreyer (2017) que correlaciona as tecnologias de informação e comunicação com as “novas” dinâmicas para construção de vínculos entre as empresas, marcas e profissionais com seus públicos. Somado a isso, Marchiori e Batistella (2017) abordam a necessidade de entender que as “organizações são, em sua essência, relacionamentos”.

No campo da gestão desses relacionamentos, Dreyer (2017) afirma que os diversos interlocutores de uma organização buscam compartilhar, dialogar e interagir, de uma maneira quase natural. Ou seja, antes de tudo, precisamos compreender que estamos imersos em contextos complexos de constante ressignificação. E, essencialmente, estamos lidando e criando espaços de diálogo com pessoas. 

Por sua vez, Scroferneker e Wels (2015) salientam que cada indivíduo possui necessidades, personalidades, expectativas e identidades únicas. Dessa forma, o profissional que gerencia e realiza a manutenção desses relacionamentos desenvolve a capacidade de adaptabilidade ao dinamismo das diferentes assimilações, compreensões e busca a possível conciliação entre os objetivos da empresa e dos seus públicos.

Portanto, a responsabilidade é uma das principais atribuições relacionadas à gestão de relacionamentos. Abaixo, elencamos três aspectos basilares para se atentar todos os dias e que fazem diferença nos profissionais que atuam nessa área.

Checklist da gestão de relacionamentos

  1. O poder das palavras: tudo o que for falado, expressado e veiculado em nome da empresa ou divulgado pelos seus públicos pode contribuir positivamente ou de maneira negativa. Por exemplo, quando estamos pensando em uma ação interna, campanha externa ou uma publicação nas mídias sociais, as linhas criativas transmitem mensagens e geram associações. Claro, isso ocorre tanto no aspecto visual, quanto no textual. As palavras e imagens que você utilizou podem gerar conflitos? Sempre pense nisso! 
  2. Reputação: lidar com pessoas é gerenciar conflitos, sensibilidades e emoções. Então, cada indivíduo cria uma imagem distinta sobre determinada marca, profissional e estratégia. Logo, os bons relacionamentos e boas associações para com a organização influenciam favoravelmente a empresa. Também, possibilitando o seu desenvolvimento mais consistente e qualificado. A partir disso, é viável o fortalecimento do sentimento de fãs e advogados da marca.

Felicidade: com certeza, há influências que fogem do controle da empresa e resultam em diversos comportamentos e sentimentos nos públicos. Porém, para viabilizar a satisfação e engajamento é super importante estimular a empatia e o olhar sensível em quem realiza a gestão de relacionamentos. Por isso, busque perceber as dores e alegrias ditas e não ditas: dê voz! Proporcione espaços de diálogo para expressar possíveis melhorias, insatisfações e aspectos positivos. Demonstre interesse, se conecte de maneira genuína e responsável. 

Gestão de relacionamentos - Orbi

Gestão de relacionamentos e a ​Inteligência emocional

Essa temática vem sendo cada vez mais discutida, estudada e investigada como uma habilidade e competência pessoal e profissional dos indivíduos. Porém, antes de tudo, precisamos compreender o que significa: para Goleman (1996), a inteligência emocional é alcançada quando você compreende e gerencia suas próprias emoções. O resultado disso advém do equilíbrio entre racional e o emocional, englobando o autoconhecimento, a consciência emocional, a empatia, a motivação e, claro, os relacionamentos.

Os profissionais que realizam a gestão de relacionamentos são desafiados diariamente a lidar com as emoções de cada indivíduo que compõe a rede da organização, bem como com os próprios sentimentos. Assim, ao longo dos anos estamos buscando nos aprimorar nesse sentido. Mas, não se engane: o caminho é longo e constante. O controle emocional e o autoconhecimento são aperfeiçoados, porém sempre surge algo novo para se atentar e entender.

As principais reflexões que queremos gerar em você são relacionadas à harmonia do autocuidado e alteridade com os públicos. Primeiro, é imprescindível compreender que nem todos os dias serão bons ou super produtivos. Porém, lembre-se que você está lidando com pessoas diversas e diferentes. E, assim como você, todo mundo possui dias bons e ruins, está convivendo e aprendendo consigo e administrando inúmeros problemas, felicidades e anseios. Então, busque o equilíbrio entre suas percepções, limites e vontades dos públicos: identifique como gerenciar novas pautas, pedidos de alteração, prazos de entrega e demais fatores do cotidiano, sem que isso te sobrecarregue.

​Você deve e precisa saber dizer não

Está mais do que na hora de parar com a romantização do workaholic. Na gestão de relacionamentos, é essencial o movimento de compreender seus limites e o que é viável para abraçar e adicionar nas suas atividades. Como mencionamos anteriormente, busque sempre o equilíbrio e não descarte o que os seus públicos indicam como sugestões, melhorias e pontos positivos. Porém, caso precise de mais tempo para elaborar algo efetivo e cuidadoso, indique isso para as pessoas. 

Compreenda que você possui um papel social essencial de perpetuar e ensinar sobre a sua profissão, atividades e rotina diária. Assim sendo, explique e eduque sobre o seu trabalho e atribuições. Dessa forma, gere valor ao que você produz e, sobretudo, ao seu tempo. Tempo é vida e tudo o que você estudou, mapeou, pesquisou e construiu precisa ser reconhecido.

Mas, jamais esqueça de reconhecer o outro

Concilie as suas pautas diárias e quando poderá atender às solicitações dos seus públicos. Uma das grandes habilidades para gestão de relacionamentos é a negociação. Portanto, dialogar com as pessoas e propor caminhos viáveis para todos é vital para fortalecer os vínculos e demonstrar preocupação.

Todavia, se for necessário, saiba dizer não. Precisamos normalizar a recusa de ofertas, projetos e pautas que não condizem com as suas expectativas, objetivos profissionais e de vida. E, principalmente, se não cabe dentro das suas horas de trabalho. Caso não consiga realizar uma demanda ou elaborar com excelência, indique outro profissional e explique os porquês da sua decisão. Afinal, transparência e o cuidado com o outro e consigo mesmo são elementos chave da gestão de relacionamentos.

E chegamos ao final desse conteúdo super especial e pessoal! Dessa vez, elencamos alguns dos nossos maiores aprendizados como gestoras de relacionamentos. Ademais, para conhecer um pouquinho mais da nossa rotina e percepções, nos acompanhe no Instagram. Mas, também queremos muito saber de você: quais foram os seus maiores desafios e surpresas na gestão de relacionamentos? Deixe nos comentários e vamos responder todos! E, não deixe de conferir o nosso texto sobre Marcas que Conectam. Beijos e até a próxima. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *